Calor que Mata!!!

cao_mostrandopatinha01A hipertermia pode causar desmaios, convulsões e até morte. Saiba como protegê-los do calor intenso

coxin_queimado_sol
Foto da pata de um cachorrinho apos caminhada no sol

Infelizmente aqui no nordeste observamos muito as pessoas levando seu melhor amigo para passear depois do almoço, quando o sol está mais quente, levam seu peludinho para andar na calçada, atravessar ruas e tudo com as patinhas nuas.

 

 

Porque eles sentem mais calor!?

  • cachorro_calorExperimente sair de casa com um casaco de pele sob o sol de meio dia e sem sandália ou tênis…. É justamente isto que o cachorrinho sente, e diferente de você ele apenas transpira pela língua
  • A grande maioria das raças são originários de países frios e apesar da adaptação ao calor ainda sofrem muito, principalmente algumas raças, como o Bernese, São Bernardo, Saimoeda, Malamute, Terra Nova, entre outras
  • Por lealdade e dedicação ao dono acompanham a gente até a exaustão. Se estamos caminhando, ou mesmo correndo eles nos acompanham e muitas vezes estão pisando em chão muito quente ou mesmo sofrendo com o calor excessivo
  • Eles não falam e não reclamam quando estão passando mal ou sentindo muito calor. Assim temos que prestar atenção e entender alguns sinais que eles nos dão

Sinais que as coisas não vão bem

  • Quando ficam muito ofegante com a língua para fora. Normalmente os olhos ficam “saltados”.
  • Quando não conseguem andar de tão cansados, caindo no chão como se estivessem fracos, pedindo colo o tempo todo.
  • Vômitos e ânsias
  • Desmaios e convulsões

O que fazer?

  • A principal coisa a se fazer é tentar baixar a temperatura do corpo do bichinho, mas jamais o expondo ao frio de ventiladores ou ar condicionados, pode causar um choque no organismo dele. Leve-o a um lugar fresco e com ventilação, na sombra, e veja suas reações. Se ele parecer um pouco mais atento, está dando certo
  • Dar água ao animalzinho e ver se ele responde aos estímulos é essencial. Às vezes o bichinho está tão fatigado e em um estágio avançado da hipertermia que não consegue nem reagir e beber água. Nesse caso, é melhor não perder tempo e sair correndo para o hospital veterinário.
  • Enquanto se encaminha para a emergência, mantenha o animal refrescado com toalhas molhadas e leves em volta do corpo, para que a temperatura baixe pelo menos um pouco. Isso pode ajudar o quadro de hipertermia do animal não se agravar. E lembre-se de não alimentá-lo, pois ele provavelmente vai vomitar a comida ou não processá-la corretamente, em casos extremos o animal pode perder a consciência, por isso não ofereça nada forçado pela boca pois ele pode acabar aspirando o alimento
  • É muito importante ter cuidado e atenção com seu bichinho em épocas de calor intenso, pois, assim como os humanos, os animais sofrem muito com o calor, mas não podem cuidar de si mesmos. A hipertermia por insolação em animais é grave e pode causar efeitos sérios. Preserve o bem-estar do seu animalzinho.

fontes:

http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/hipertermia-em-animais

http://petcare.com.br/blog/voce-esta-com-calor-imagina-o-seu-cao

 

Primeiros Cuidados com Filhotinho

Muitas pessoas não sabem o que fazer quando ganham, adotam ou compram seu primeiro cachorrinho, então resolvemos tentar explicar direitinho os principais cuidados…

filhotinho adotada na petpe
filhotinho adotada na petpe

1.EXAME DE FEZES : A partir de 25 a 30 dias de idade, SEMPRE antes do início do esquema de vacinação, para identificar diferentes parasitas e escolher o vermífugo adequado, preparando o seu filhote para as doses seguidas de vacina.
2.VERMIFUGAÇÃO: Após resultado do exame de fezes ou antes caso necessário (presença de vermes nas fezes). Pode-se iniciar a vermifugação com 30 dias de idade, repetindo após 15 dias e depois novo ciclo no final do esquema de vacinação. Lembrar-se de que a dose é calculada de acordo com o peso do animal.
3.VACINAÇÃO: Em animais saudáveis e vermifugados, após a introdução ao ambiente definitivo e quando já estiver se alimentando normalmente de ração, evitando sempre coincidir com situações de estresse.
– PRIMEIRA DOSE: Em torno de 45 a 60 dias de idade – Vacina Polivalente ( V8 ou V10).
– SEGUNDA DOSE: 30 dias após: Segunda dose da V8 ou V10 e primeira dose da vacina contra Bordetella (Gripe dos Cães).
– TERCEIRA DOSE: 30 dias após: Terceira dose da V8 ou V10 e segunda e última dose da vacina contra Bordetella.
– QUARTA DOSE: 30 dias após: Vacina Antirrábica (dose única). Para alguns animais dependendo da avaliação do Médico Veterinário pode se fazer uma quarta dose da V8 ou V10. A maioria dos filhotes de cães termina o esquema de vacina em torno do quarto/quinto mês de vida.
4.PREVENÇÃO PARA DIROFILARIOSE ou DOENÇA DO VERME DO CORAÇÃO: Iniciar de acordo com o preventivo escolhido, em torno do quarto mês de vida.
5.PREVENÇÃO DE ECTOPARASITAS (PULGAS E CARRAPATOS): Pode-se iniciar a partir de 30 dias de vida de acordo com o produto escolhido e a frequência dependerá da exposição aos parasitas e do produto escolhido.
6.CASTRAÇÃO PRECOCE: Quando a opção é pela não reprodução deve-se instituir a castração precoce das fêmeas a partir do quinto mês de vida (quando da troca dos dentes caninos), principalmente para prevenir o tumor de mama. Nos machos teria indicação para evitar marcar territórios com urina ou diminuir agressividade.
7.ALIMENTAÇÃO: Ração de filhotes até 10 a 12 meses de vida (de acordo com a raça), depois desse período inicia-se a ração de adulto.
8.BANHO /TOSA: De acordo com a raça e particularidades de pele/pelo, podendo no caso de filhotes sadios iniciar a partir de 45 dias de vida. A frequência dependerá da necessidade.
9.CUIDADO COM DENTES: Deve-se condicionar o seu animal a escovação dos dentes a partir do segundo mês de vida com o intuito de ir se acostumando com a escovação. Cães que escovam os dentes regularmente, normalmente não precisam de fazer o tratamento periodontal eliminado os riscos de anestesia e economizando o custo do tratamento.
10. TROCA DE DENTES: Os filhotes iniciam a troca de dentes de leite por definitivos em torno de 4 a 6 meses de idade, iniciando pelos dentes incisivos (da frente). Nesse período pode ter sangramento gengival, desconforto e coceira nas gengivas além do mau hálito.

fonte: http://petcare.com.br/blog/lista-de-10-primeiros-cuidados-com-o-filhote-de-cao-sadio/

 Primeira noite em casa:

Forre a caminha com um pano que tenha ficado alguns dias com a mãe dele, uma bolsa de água quente envolta em uma toalha e um relógio que faça tique-taque enrolado numa toalha.Ele irá dormir,certo de sentir o calor e ouvir o coração da “mamãe-cadela”

Como deixar seu cachorrinho em casa tranquilo:

cachorrinho olhando espelhoDeixar um espelho na área em que jovens animais brincam. Isso além de ser divertido para o cachorro ajuda no processo de socialização do mesmo;

 

garrafa pet com ração dentro e cordao, os pets amam.
garrafa pet com ração dentro e cordao, os pets amam.

Escolher brinquedos que estimulam ação, movimentam o animal,como bolas pesadas, brinquedos de ossos em diferentes formatos e texturas;

 

Faça um rodízio de brinquedos, assim eles sempre parecerão novos;
Considere um segundo animal, se você deixa seu cachorro muito sozinho por um longo tempo. Cachorros são animais que precisam de companhia;
cachorro_assistindo_tvDeixe o rádio ou a televisão ligados enquanto você está fora, para manter seu cachorro em companhia;

 

 

dog_doorInstale uma”doggie door” (aquelas pontinhas americanas), dessa forma seu cachorro terá acesso ao jardim e à casa;

 

 

 

Esteja certo de que seu cachorro de apartamento tem acesso a uma janela ou sacada, assim ele pode ver o lado de fora. Mas cuide para que não haja riscos do cão cair da janela!

 

Remédios que matam seu cachorrinho!

REMÉDIOS QUE MATAM SEU CACHORRINHO

cachorro_dodoiAté parece que a adaptação do cão a vida doméstica e em especial ao homem, aconteceu também no campo terapêutico. Ao contrário do gato, o cão sofre menos dos efeitos da “auto medicação”. Ainda assim vários consultórios atendem muito casos de intoxicação por medicamentos humanos.
Muitas vezes o medicamento até tem indicação para os cães , mas são ministrados em doses inadequadas.
Noutras vezes a intoxicação ocorre com medicamentos tópicos, pois o animal pode lamber pomadas e outras soluções tópicas.
Existem ainda aqueles casos de intolerância racial á certos medicamentos como o caso do antiparasitário Ivermectina amplamente usado na medicina veterinária.
Outros casos, menos comum em cães que nos gatos é da intoxicação por medicamentos proibidos para cães que podem levar a morte na dependência da dose e do tempo que foi ministrado.

MEDICAMENTOS PROIBIDOS PARA CÃES:

– Diclofenaco de potássio (Cataflan®)
– Diclofenaco sódico (Voltaren®) e a grande maioria dos anti-inflamatórios de uso humano.
– Piridium®.

MEDICAMENTOS DE USO RESTRITO EM CÃES:

– Ivermectina (Ivermec®, Vermectil®, Ivomec® entre outros). A ivermectina tem amplo uso em cães, mas os raças Collie, Border Collie, Pastor de Shetland, Sheepdog, Bearded Collie, Pastor Australiano e todos os seus cruzamentos são intolerantes ao seu princípio, apresentando sérias alterações neurológicas.

MEDICAMENTOS DE USO CONTROVERSO EM CÃES:

– Acetaminofem/Paracetamol (Tylenol®)
– 5- Fluororacil (Efurix®). De uso tópico se ingerido causa grave intoxicação.
– Risperidona (Risperidon®).

MEDICAMENTOS QUE REQUEREM CUIDADO NA DOSE:

– Metronidazol (Flagyl®). Dose alta pode causar sintomas neurológicos.
– Sulfa-Trimetroprina (Bactrim®). Quando em dose alta podem causar displasia de medula óssea levando a anemia e Hepatopatia em Labradore
– Sulfassalazina (Azulfin®). Pode causar olho seco (KCS) nos cães.
– Aspirina. A dose em cães deve ser muito menor que a dose em humanos.

Além dos casos de intoxicação medicamentosa, existem vários outros casos até mais comuns no dia a dia veterinário, pois os cães experimentam tudo com a boca e acabam engolindo até aquilo que menos imaginamos. E o caso de cebolas, chocolates, venenos, adubos, plantas e outros medicamentos de uso humano.
A regra acaba sendo a mesma em todas situações. Quer seja gato, cão ou mesmo o homem:não devemos fazer “automedicação” nunca.

fonte: http://petcare.com.br/blog/remedios-proibidos-para-caes/

Cuidados básicos caso seu cão esteja envenenado:

Dê carvão ativado em água ao cão, produto encontrado em farmácia;
Leve o animal ao veterinário imediatamente.

 

CHOCOLATE X CACHORRINHO

Porque cachorrinho não pode comer chocolate???

cachorro_pascoaPorque o chocolate, principalmente o escuro, contém teobromina, uma substância que faz um grande estrago no sistema nervoso dos totós. Presente no cacau, a teobromina pode provocar crises alérgicas, aumento da pressão arterial, taquicardia, arritmia, tremores e convulsões. Dependendo do porte do animal, da quantidade de chocolate que ele ingerir e da sua sensibilidade ao alimento, ele pode até mesmo entrar em coma e morrer. E tem mais: o consumo de chocolate, bem como de outros alimentos com alto teor de açúcar, predispõe os cachorros a cáries e outros problemas dentários. Para evitar essa roubada, uma empresa nacional chegou até a desenvolver um petisco que tem sabor, cheiro e aparência de chocolate, mas não é chocolate e pode ser consumido na boa pelo seu melhor amigo.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-cachorros-nao-podem-comer-chocolate

Quais são os sinais de envenenamento por chocolate?

Dependendo da quantidade comida realmente e do estado de saúde do cão, às vezes nenhum sinal é aparente e o cão será encontrado com uma falha cardíaca. Isto é provável de acontecer em cães mais velhos com problemas cardiacos. Os sinais habituais são :

Excitação e nervosismo
Vómitos e diarreia
Beber muita água
Espasmo

Que fazer?

Se tiver alguma suspeita que seu cão comeu uma quantidade excessiva do chocolate, contacte o seu médico veterinário sem demora . Como logo os sinais ocorrem? Outra vez, depende em cima da quantidade de teobromina ingerida . Um dos problemas com envenenamento por chocolate é que os sinais demoram a surgir frequentemente por mais de 12 horas. Um outro problema é que a teobromina uma vez absorvida pode às vezes permanecer activa no corpo por sobre 24 horas antes de ser eliminada. A morte na sequência de ingestão de doses fatais de doses fatais ocorre tipicamente aproximadamente 24 horas mais tarde.

Mesmo sem mostrar nenhuns sinais é essencial que o cão esteja mantido sob a observação próxima pelo menos 24 horas para verificação de algum sintoma anómalo.

Os cães são os mais afectados devido a gostarem muito desta guloseima. No entanto os gatos também podem ser afectados por ingestão de chocolate.

CRIMES CONTRA ANIMAIS

Legislação – Decreto lei N° 24.645, de julho de 1934

Maus tratos é crime

O Decreto Nº 24.645/34 prevê pena para todo aquele que incorrer em seu artigo 3º, item V, “abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária”.

maus-tratos5Confira abaixo a lei na íntegra:

O chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, usando das atribuições que lhe confere o artigo 1. do decreto n. 19.398, de 11 de novembro de 1930, decreta:

Art. 1. – Todos os animais existentes no País são tutelados do Estado.

Art. 2. – Aquele que, em lugar público ou privado, aplicar ou fizer aplicar maus tratos aos animais, incorrerá em multa de R$.. e na pena de prisão celular de 2 a 15 dias, quer o delinqüente seja ou não o respectivo proprietário, sem prejuízo da ação civil que possa caber.

§ 1° – A critério da autoridade que verificar a infração da presente lei, será imposta qualquer das penalidades acima estatuídas, ou ambas.

§ 2°. – A pena a aplicar dependerá da gravidade do delito, a juízo da autoridade.

§ 3° – Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das sociedades protetoras de animais.

Art. 3. – Consideram-se maus tratos:

I – Praticar ato de abuso ou crueldade em qualquer animal;

II – Manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz;

III – Obrigar animais a trabalhos excessivos ou superiores às suas forcas e a todo ato que resulte em sofrimento para deles obter esforços que, razoavelmente não se lhes possam exigir senão com castigo;

IV – Golpear, ferir ou mutilar voluntariamente qualquer órgão ou tecido de economia, exceto a castração, só para animais domésticos, ou operações outras praticadas em beneficio exclusivo do animal e as exigidas para defesa do homem, ou no interesse da ciência;

V – Abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária;

VI – Não dar morte rápida, livre de sofrimento prolongado, a todo animal cujo extermínio seja necessário para consumo ou não;

VII – Abater para o consumo ou fazer trabalhar os animais em período adiantado de gestação;

VIII – Atrelar num mesmo veículo, instrumento agrícola ou industrial, bovinos com suínos, com muares ou com asinos, sendo somente permitido o trabalho em conjunto a animais da mesma espécie;

IX – Atrelar animais a veículos sem os apetrechos indispensáveis, como sejam balancins, ganchos e lanças ou com arreios incompletos;

X – Utilizar em serviço animal cego, ferido, enfermo, extenuado ou desferrado sendo que este último caso somente se aplica a localidades com ruas calçadas;

XI – Acoitar, golpear ou castigar por qualquer forma a um animal caído sob o veículo ou com ele, devendo o condutor desprendê-lo para levantar-se;

XII – Descer ladeiras com veículos de reação animal sem a utilização das respectivas travas, cujo uso é obrigatório;

XIII – Deixar de revestir com couro ou material com idêntica qualidade de proteção as correntes atreladas aos animais de arreio;

XIV – Conduzir veículo de tração animal, dirigido por condutor sentado , sem que o mesmo tenha boléia fixa e arreios apropriados, como tesouras, pontas de guia e retranca;

XV- Prender animais atrás dos veículos ou atados a caudas de outros;

XVI – Fazer viajar um animal a pé mais de dez quilômetros sem lhe dar descanso, ou trabalhar mais de seis horas continuas, sem água e alimento;

XVII – Conservar animais embarcados por mais de doze horas sem água e alimento, devendo as empresas de transporte providenciar, sobre as necessárias modificações no seu material, dentro de doze meses a partir desta lei;

XVIII – Conduzir animais por qualquer meio de locomoção, colocados de cabeça para baixo, de mãos ou pés atados, ou de qualquer outro modo que lhes produza sofrimento;

XIX – Transportar animais em cestos, gaiolas, ou veículos sem as proporções necessárias ao seu tamanho e número de cabeças, e sem que o meio de condução em que estão encerrados esteja protegido por uma rede metálica ou idêntica que impeça a saída de qualquer membro do animal.

XX – Encerrar em curral ou outros lugares animais em número tal que não lhes seja possível moverem-se livremente, ou deixá-los sem água ou alimento por mais de doze horas;

XXI – Deixar sem ordenhar as vacas por mais de vinte e quatro horas, quando utilizadas na exploração de leite;

XXII – Ter animal encerrado juntamente com outros que os aterrorizem ou molestem;

XXIII – Ter animais destinados á venda em locais que não reunam as condições de higiene e comodidade relativas;

XXIV- Expor nos mercados e outros locais de venda, por mais de doze horas, aves em gaiolas, sem que se faca nestas a devida limpeza e renovação de água e alimento;

XXV – Engordar aves mecanicamente;

XXVI – Despelar ou depenar animais vivos ou entregá-los vivos à alimentação de outros;

XXVII – Ministrar ensino a animais com maus tratos físicos;

XXVIII – Exercitar tiro ao alvo sobre pombos, nas sociedades, clubes de caça, inscritos no Serviço de Caça e Pesca;

XXIX – Realizar ou promover lutas entre animais da mesma espécie ou de espécie diferente, touradas e simulacros de touradas, ainda mesmo em lugar privado;

XXX – Arrojar aves e outros animais nas caças e espetáculos exibidos para tirar sorte ou realizar acrobacias;

XXXI – Transportar. negociar ou caçar em qualquer época do ano, aves insetívoras, pássaros canoros, beija-flores e outras aves de pequeno porte, exceção feita das autorizações para fins científicos, consignadas em lei anterior.

Art. 4. – Só é permitida a tração animal de veículo ou instrumentos agrícolas e industriais, por animais das espécies equina, bovina, muar e asina;

Art. 5. – Nos veículos de duas rodas de tração animal, é obrigatório o uso de escora ou suporte fixado por dobradiça, tanto na parte dianteira como na parte traseira, por forma a evitar que, quando o veículo esteja parado, o peso da carga recaia sobre o animal e também para os efeitos em sentido contrário, quando o peso da carga for na parte traseira do veículo.

Art.6. – Nas cidades e povoados, os veículos a tração animal terão tímpano ou outros sinais de alarme e, acionáveis pelo condutor, sendo proibido o uso de guisos, chocalhos ou campainhas ligados aos arreios ou aos veículos para produzirem ruído constante.

Art. 7. – A carga, por veículo, para um determinado número de animais, deverá ser fixada pelas Municipalidades, obedecendo ao estado das vias públicas e declives das mesmas, peso e espécie veículo, fazendo constar nas respectivas licenças a tara e a carga útil.

Art. 8. – Consideram-se castigos violentos, sujeitos ao dobro das penas cominadas na presente lei, castigar o animal na cabeça, baixo ventre ou pernas.

Art. 9. – Tornar-se-á efetiva a penalidade. em qualquer caso sem prejuízo de fazer-se cessar o mau trato à custa dos declarados responsáveis.

Art.10. – São solidariamente passíveis de multa e prisão, os proprietários de animais e os que tenham sob sua guarda ou uso, desde que consintam a seus prepostos, atos não permitidos na presente lei.

Art. 11. – Em qualquer caso será legítima, para garantia da multa ou multas, a apreensão do veículo ou de ambos.

Art. 12.- As penas pecuniárias serão aplicadas pela polícia ou municipal e as penas de prisão da alçada das autoridades judiciárias.

Art. 13.- As penas desta lei aplicar-se-ão a todo aquele que infligir maus tratos ou eliminar um animal, sem provar que foi este acometido ou que se trata de animal feroz ou atacado de moléstia peirgosa.

Art. 14. – A autoridade que tomar conhecimento de qualquer infração desta lei poderá ordenar o confisco do animal. nos casos de reincidência.

§ 1° – O animal apreendido, se próprio para consumo, será entregue à instituição de beneficêncía, e, em caso contrário, será promovida a sua venda em beneficio de instituições de assistência social;

§ 2° – Se o animal apreendido for impróprio para o consumo e estiver em condições de não mais prestar serviços, será abatido.

Art. 15. – Em todos os casos de reincidência ou quando os maus tratos venham a determinar a morte do animal, ou produzir mutilação de qualquer de seus órgãos ou membros, tanto a pena de multa como a de prisão serão aplicadas em dobro.

Art. 16. – As autoridades federais, estaduais e municipais prestarão aos membros das sociedades protetoras de animais a cooperação necessária para fazer cumprir a presente lei.

Art. 17 – A palavra animal, da presente lei, compreende todo ser irracional, quadrúpede, ou bípede, doméstico ou selvagem, exceto os daninhos.

Art. 18 – A presente lei entrará em vigor imediatamente, independente de regulamentação.

Art. 19 – Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 10 de Julho de 1934,1132. da independência de 1934, 113ª da independência e 46ª da República.

Getúlio Vargas
Juarez do Nascimento Fernandes Távora
Publicado no Diário Oficial, Suplemento ao número 162, de l4 de julho de 1934