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Verão chegando e as pulgas também!!!!

Meu cachorro está se coçando muito, será que está com pulgas? Como acabar com as pulgas do cachorro?

 

Esta talvez seja uma das perguntas mais frequentes que ouço na minha rotina e no período em que trabalhei num consultório veterinário associado a um pet shop.

Mas primeiro é preciso ter certeza que o motivo pelo qual o seu cachorro está se coçando é realmente as pulgas. A maneira mais óbvia seria visualizar o parasita adulto no seu animal. Quando ele está muito infestado, é bem fácil de identificá-las: possuem o corpo de cor marrom (bronze) e são do tamanho da cabeça de um alfinete.

 

Entretanto, quando está num momento inicial, a melhor forma de saber que o seu animal está com pulgas é procurar pelas fezes dela. Isto mesmo, as pulgas defecam no próprio cachorro e muitas das vezes não vemos as pulgas, mas encontramos as fezes delas. Estas se parecem com borra de café, como nas fotos abaixo (são os pontinhos pretos). Observe a diferença na quantidade de fezes no primeiro animal moderadamente infestado e no segundo, acentuadamente infestado.

fezes de pulgas 2 fezes_de_pulgas_infesta_o

 

O local mais fácil de achar é no dorso, próximo da cauda. Se você não tem certeza que são fezes de pulgas, coloque essas sujeiras em um papel toalha molhado e aguarde um pouco, elas devem se desfazer, parecendo ferrugem ou mesmo sangue.

Dica 1: Se não achar as pulgas adultas no seu cachorro, procure pelas fezes delas para ter certeza que o seu cachorro está acometido.

Bom, tendo certeza de que o seu animal está se coçando por conta de pulgas, temos que combatê-las. E como fazer isso? Acabando com as pulgas do cachorro, certo? Errado! Na verdade, eu diria que você está 95% errado, pois apenas as pulgas adultas ficam no cachorro e o restante (seus ovos, larvas e pupas) fica no ambiente. O maior erro que vejo as pessoas cometendo é querer tratar apenas o animal.

Dica 2: Temos que tratar o cachorro e principalmente o ambiente! Apenas 5% das pulgas estão no cachorro, os outros 95% estão no ambiente na forma de ovos, larvas e pupas.

Dica 3: É importante saber onde está o foco da infestação, pois se o foco estiver na casa do seu vizinho, por exemplo, e não propriamente na sua casa, você nunca vai estar com o seu ambiente 100% livre das pulgas.

ciclo da pulga 2

O ciclo de vida da pulga pode ser completado em menos de 12 dias ou demorar até 174 dias. Isto vai depender da temperatura e umidade do ambiente. A pupa é o estágio onde a pulga é mais resistente, pois encontra-se num casulo. Ela pode resistir inclusive a inseticidas e ficar neste estágio por até 140 dias!

PRIMEIRO PASSO: COMO CONTROLAR AS PULGAS NO CACHORRO.

Existem no mercado inúmeros produtos anti-pulgas: shampoo e sabonetes; talcos; coleiras; pipetas (spot-on); spray e comprimidos. Vamos falar de cada um abaixo, suas vantagens e desvantagens.

Shampoos e sabonetes:

Vantagens Desvantagens
  • Não vejo nenhuma
·  Matam as pulgas apenas enquanto estão em contato com o produto durante o banho. Após o banho o animal está livre das pulgas até ser colocado no ambiente contaminado novamente.

·  Não tem efeito residual.

·  Além disso, se o banho com estes produtos não for feito com cuidado, o animal pode acabar ingerindo o produto e ter complicações. Portanto, muito cuidado se for dar banho no seu cachorro com produtos assim.

Talcos anti-pulgas:

Vantagens Desvantagens
·      Indiretamente cai no ambiente ajudando a reduzir a carga parasitária deste;

·    Mais utilizado para o controle do ambiente do que propriamente para o controle no animal.

·      Fácil aplicação

· Pouco poder residual e sem um período certo de prevenção.

Coleiras anti-pulgas:

Vantagens Desvantagens
·      Muitas delas tem efeito prolongado, de 3 até 7 meses. ·      Poucas são realmente eficazes.

·      Se forem molhadas diminuem o tempo de ação.

·  Deve-se evitar ficar tocando nelas, pois o remédio vai sendo liberado aos poucos nesse período e pode causar alguma irritação tanto na pele do cachorro quanto na sua pele e se entrar em contato com sua boca ou olhos.

Pipetas: Existem algumas no mercado com princípio ativo diferente, logo, podem variar de eficácia, mas no geral funcionam bem. O mecanismo de aplicação é diretamente na pele, para isso, deve-se afastar os pelos para que a aplicação seja feita de forma correta. O local mais indicado é na nuca, pois o cachorro não terá como lamber depois da aplicação.

Vantagens Desvantagens
·      Normalmente são utilizadas como prevenção, mas também atuam no combate à infestação.

·      São de fácil aplicação.

·      Protegem por no mínimo 30 dias (dependendo da infestação).

·      É seguro e o animal não precisa ser picado para que a pulga morra, basta ela entrar em contato com o pelo ou a pele do animal, algumas pipetas ainda interferem na reprodução das pulgas, ajudando no combate da infestação ambiental.

·      Algumas protegem também contra carrapatos, mosquitos e vermes intestinais.

·      Filhotes com menos de 60 dias ou menos que 1 kg de peso não devem receber este tipo de medicamento com risco de intoxicação!

·  Após a aplicação do produto, alguns fabricantes indicam não dar banho no animal nos 2 próximos dias.

Observação: Deve-se respeitar o tipo de pipeta para cada peso do cachorro. Por exemplo: tem pipetas para animais de até 10kg, de 11 a 20kg, de 21 a 40kg e outras variações.

Spray: Muita atenção ao comprar estes produtos, pois há sprays anti-pulgas para serem usados diretamente no cachorro e outros que só devem ser usados no ambiente. Neste momento, falarei apenas dos que devem ser usados diretamente nos cachorros.

Vantagens Desvantagens
·      São muito bons para controle de infestações no animal.

·      É seguro e o animal não precisa ser picado para que a pulga morra, basta ela entrar em contato com o pelo ou a pele do animal.

·      Alguns fabricantes indicam o produto inclusive para filhotes a partir de 2 dias de vida e fêmeas prenhes e/ou lactantes.

·     Normalmente protegem por um período de 30 a 90 dias.

·      O produto deve ser aplicado em todo o corpo do animal, incluindo patas, barriga, rabo e cabeça (cuidado com os olhos e boca; melhor neste caso usar um algodão molhado com o produto).

·      Se não tomar estes cuidados, o animal ainda pode ser parasitado.

Comprimidos: Há poucas opções de comprimidos contra pulgas no mercado, mas uma delas acaba com as pulgas apenas durante 24 – 48 horas, já os outros dois têm ação mais eficaz e duradoura e aqui eu vou me referir a eles.

Vantagens Desvantagens
·      Por serem comprimidos, os animais que já estejam com a pele bastante ferida e que poderia ter alguma irritação no local de aplicação, ficam livres dessa possibilidade.

·      Têm ação rápida, podendo ver pulgas mortas a partir de 30 min, mas os fabricantes dizem que em até 4 horas todas as pulgas no cachorro já morreram.

·  Por matar a pulga logo após a primeira picada, estas não têm tempo de colocar ovos e com o uso mensal contínuo, ajudam a combater a infestação no ambiente. São seguros para animais a partir de 1 kg.

·      Alguns donos podem ter dificuldade para dar o comprimido, pois alguns cachorros não aceitam comer espontaneamente ou junto com outros alimentos.

· Além do mais, o comprimido pode se despedaçar neste momento e o proprietário fica sem saber se a dose foi ingerida corretamente.

Observação: Deve-se respeitar o peso do cachorro de acordo com a dose indicada para ele. Procure orientação veterinária para o uso correto do medicamento.

Dica 4: Você pode fazer associações ao mesmo tempo para eliminar as pulgas do seu cachorro, por exemplo: Spray + Coleira; Pipeta + Comprimido; Spray + Comprimido. Nunca mais do que 2 associações ao mesmo tempo! Consulte o médico veterinário para fazer essa associação.

SEGUNDO PASSO: COMO CONTROLAR AS PULGAS DO AMBIENTE.

Da mesma forma que existem os produtos para serem usados nos cachorros, também há no mercado inúmeros produtos anti-pulgas para o ambiente como: talcos; spray ou aerossóis, inseticidas e empresa dedetizadora. Vamos falar das vantagens e desvantagens de cada um abaixo.

Talco: Como falei anteriormente, o mesmo talco que você pode utilizar no seu cachorro, você também pode usar para o controle do ambiente. Para isso, basta colocar um pouco do talco dentro do saco do aspirador de pó e aspirar toda a casa, principalmente se for de tábua corrida ou tacos (ficam nas frestas), tapetes, caminhas e locais onde o animal fica, inclusive o sofá, se o cachorro sobe nele. É interessante aspirar um pouco do talco, para que o próprio tubo da mangueira do aspirador entre em contato com o talco, como se você estivesse “untando” o tubo por dentro. Desta forma, todos os ovos, larvas e pupas que você aspirar vão entrar em contato com o talco e morrerão.

Dica 5: Usar um aspirador de pó com talco anti-pulgas dentro no saco do aspirador e aspirar todos os locais que o animal fica ajuda no controle da infestação no ambiente.

Vantagens Desvantagens
·      Ajuda bastante a reduzir a infestação no ambiente sem necessidade de tirar pessoas e o próprio animal de casa.

·     Tem um custo baixo em relação a outros produtos com a mesma finalidade, pois pode ser usado várias vezes.

·    Trabalhoso, pois dependendo do tamanho da casa o procedimento vai demorar.

·      É necessário fazer pelo menos 1 vez a cada 2 semanas (tempo mínimo que um ovo de pulga se transforma em adulto) até que se tenha conseguido controlar a infestação.

·  Se não for muito bem feita (sem esquecer nenhuma parte da casa) pode não conseguir controlar totalmente a infestação, mas ainda assim vai ajudar.

Spray ou aerossóis: Lembrando que irei falar aqui dos sprays para serem usados apenas e somente no ambiente e nunca no animal. Da mesma forma que a aspiração com o talco anti-pulgas deve ser feita em todo o lugar que o animal fica, também deve ser realizada a pulverização com o spray.

Vantagens Desvantagens
·   É de fácil aplicação se você quiser selecionar locais específicos, como a caminha do cachorro, tapetes, sofás ou coisas isoladas, como forma de ajudar no combate a infestação.

·   Alguns fabricantes dizem que após a aplicação, o produto pode eliminar as pulgas e seus ovos, larvas e pupas por até 6 meses.

·  O produto normalmente seca rapidamente e após 30 minutos, deve-se deixar ventilar bem o ambiente antes de colocar novamente os animais.

·  Deve-se retirar todos os animais do ambiente (incluindo cachorros, gatos, pássaros e os aquários devem ser isolados com tampa ou cobertos com plástico).

·    A pessoa que estiver aplicando deverá usar luvas, máscara e óculos para proteção.

·   Tecidos delicados, plásticos, resinas, vernizes e ceras podem interagir com o produto, provocando manchas na superfície tratada.

·    Se a área for muito ampla, o custo será mais alto, pois deve-se pulverizar por cerca de 10 segundos para cada m² de área, além de ser trabalhoso.

Observação: Venda sob prescrição e aplicação sob orientação do médico veterinário. Leia a bula, pois trata-se de um medicamento tóxico.

Dica 6: Utilizar os sprays para ambiente apenas para lugares mais específicos, como a caminha, casinha ou cantinho que o cachorro fique. Utilizar outra forma de combate para o restante do ambiente.

como usar spray antipulgas no ambiente

Inseticidas: Normalmente a base de Deltametrina, são de uso exclusivamente para ambientes ou para animais de grande porte, como bovinos e equinos, mas jamais devem ser utilizados diretamente em animais de companhia. São aplicados com borrifadores ou panos úmidos com a diluição. Deve-se deixar o ambiente bastante ventilado durante a aplicação e sua secagem natural.

Vantagens Desvantagens
· Tem efeito residual no ambiente por cerca de 14 dias, portanto, caso a infestação continue após a primeira aplicação, deve-se repetir a cada duas semanas.

·  Serve para outros tipos de insetos, como carrapatos, traças e baratas.

· Deve-se retirar todos os animais do ambiente (incluindo cachorros, gatos, pássaros e os aquários devem ser isolados com tampa ou cobertos com plástico).

·    A pessoa que estiver aplicando deverá usar luvas, máscara e óculos para proteção.

·   Só retornar com os animais e crianças após ter saído todo o cheiro e o piso estiver secado naturalmente.

Observação: Venda sob prescrição e aplicação sob orientação do médico veterinário. Leia a bula, pois trata-se de um inseticida tóxico.

Dica 7: Utilize os inseticidas de preferência num final de semana. Aplique-o pela manhã em todo o piso e passe o dia fora com a família e é claro, seu cachorro, deixando as janelas abertas. Ao retornar na parte da tarde o cheiro já saiu e estará seco.

Empresa dedetizadora: Existem várias pelo Brasil, cabe a você se informar qual delas faz o serviço e seu custo.

Vantagens Desvantagens
· Você, nem ninguém da sua família se expõem ao risco de lidar com substâncias tóxicas. O trabalho todo fica por conta da dedetizadora.

·   Costuma ter bons resultados e algumas dão garantia por meses.

· Alto custo em relação aos demais produtos.

Dica 8: Se você pode gastar dinheiro com uma empresa dedetizadora, é a melhor opção para acabar com uma infestação no ambiente.

Informações Relevantes: As pulgas se multiplicam muito rápido! Em aproximadamente dois meses (seu tempo de vida médio), uma única pulga adulta pode gerar mais de 2000 ovos! Uma única pulga pode picar mais de 400 vezes o cachorro em apenas 1 dia.

Agora, você sabe quais são as consequências de dezenas de pulgas picando o cachorro centenas de vezes por dia?

– Coceira o tempo todo, podendo levar a infecções na pele e perda de pelos.

– Podem levar a anemia (por sugarem o sangue do cachorro). 70 pulgas podem sugar por dia até 1 ml de sangue!

– Levar à dermatite alérgica por picada de pulga (DAPP) nos animais que são alérgicos a saliva da pulga, levando-os a uma coceira mais intensa com uma menor infestação.

– Transmissão de um verme intestinal se o cachorro ao se coçar comer pulgas contaminadas com oDipylidium caninum.

Dica 9: Se você observar nas fezes do seu cachorro, estruturas brancas, parecidas com grão de arroz, muitas das vezes apresentando movimento, é bem provável que sejam vermes (Dipylidium caninum). Colete essas fezes e leve-as no mesmo dia junto com o seu animal, a um médico veterinário.

LEMBRE-SE: VOCÊ DEVE SEMPRE TRATAR O ANIMAL E O AMBIENTE AO MESMO TEMPO, POIS SENÃO AS CHANCES DE CONSEGUIR ACABAR COM AS PULGAS DIMINUEM. É IMPORTANTE MANTER A PREVENÇÃO ANTI-PULGAS EM DIA POR TODA A VIDA DO CACHORRO.

Texto: Dr. Alexandre Figueiredo (médico veterinário)

Matéria retirada do http://www.dicasboaspracachorro.com.br/2014/03/como-acabar-com-as-pulgas-do-cachorro-e.html

LEISHMANIOSE, VERDADES E MENTIRAS!

Secretaria-de-Saúde-realiza-Semana-de-Prevenção-da-Leishmaniose-Visceral-AmericanaA leishmaniose criou e ainda cria um enorme pavor em pessoas mal informadas, por isso, acredito que a informação verdadeira é a maior arma contra a doença e a favor dos milhares de animais que são sacrificados cotidianamente nos Centros de Controle de Zoonoses no Brasil.

A intenção deste artigo é proporcionar ao leitor essa informação verdadeira. Além da análise de textos acadêmicos, documentos jurídicos, textos em veículos de mídias diversas; também foi realizada uma entrevista com o veterinário Dr. Paulo Tabanez*, para esclarecimento de dúvidas.

A leishmaniose tem vários mitos, o maior deles é colocar os cães infectados como os grandes ou, muitas vezes, os únicos responsáveis pela disseminação da doença.

Todavia, o maior problema da doença são as questões socioeconômicas mal resolvidas, desafios diários que o Brasil precisa vencer. Se não houver saneamento básico e alimentação adequada para todos os brasileiros, a leishmaniose ainda terá campo de atuação, e não é justo os animais pagarem o preço.

Controlar a leishmaniose implica em acabar com a pobreza do país. Dar qualidade de vida para a população, com alimentação de qualidade para todos os brasileiros, acabando com a desnutrição; consequentemente, ninguém será um alvo fácil para a doença.

O absurdo maior é a proibição de tratamento para os animais! Entretanto, por meio da via jurídica já é possível conseguir este feito, pois várias ONGs de proteção animal têm conseguido o direito de tratar os animais por meio de ações na justiça, portanto, o tratamento não é crime, e sim direito do cidadão!

O tratamento para leishmaniose, tanto humana quanto canina, apresenta algumas similaridades. Segundo entrevista com o Veterinário Dr. Paulo Tabanez, as similaridades são as seguintes:

• Cura clínica (o humano ou o cão não apresentam sinais da doença).

• Cura epidemiológica (o humano ou o cão não são mais transmissores da doença, porém o cão é mais suscetível e, portanto, pode ter muitas recaídas).

• Não apresenta cura parasitológica (o parasita ficará para sempre tanto no organismo do homem quanto no do cão).

Introdução

leishmanioseleishmanioseA leishmaniose é uma doença infecciosa, porém, não contagiosa, causada por parasitas do gênero Leishmania. Os parasitas vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Há dois tipos de leishmaniose: leishmaniose tegumentar ou cutânea e leishmaniose visceral ou calazar. A leishmaniose tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que se localizam com maior frequência nas partes descobertas do corpo.

Tardiamente, podem surgir feridas nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Essa forma de leishmaniose é conhecida como “ferida brava”; não exige o sacrifício de animais infectados pela doença. A leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. Esse tipo de leishmaniose acomete essencialmente crianças de até dez anos; após esta idade, se torna menos frequente. É uma doença de evolução longa, podendo durar alguns meses ou até ultrapassar o período de um ano.

Transmissão

leishmaniose1leishmaniose1A leishmaniose é transmitida por insetos hematófagos (que se alimentam de sangue) conhecidos como flebótomos ou flebotomíneos. Seus nomes variam de acordo com a localidade; os mais comuns são: mosquito-palha, tatuquira, birigui, cangalinha, asa branca, asa dura e palhinha. O mosquito-palha ou asa branca é mais encontrado em lugares úmidos, escuros, onde existem muitas plantas.

É o inseto que transmite a doença de um animal para outro. É uma doença que afeta principalmente cães, mas também animais silvestres, gambá ou saruê, e urbanos como ratos, gatos e humanos (principalmente crianças com desnutrição, idosos imunossuprimidos e, atualmente, pessoas com AIDS).

Não se pega leishmaniose de cães e outros animais, apenas pela picada do inseto que estiver infectado.

O cão é apenas mais um hospedeiro da leishmaniose visceral. É também o mais estudado e injustiçado, já que mesmo que todos os cães do mundo deixassem de existir, a leishmaniose visceral continuaria a crescer, como inclusive ocorre nas cidades onde há matança indiscriminada de cães como “forma de combate à doença”.

Sintomas

caocomleishmanioseOs sintomas são variáveis. O cão pode apresentar emagrecimento, perda de pelos, gânglios inchados, fraqueza, feridas, crescimento exagerado das unhas, lesão de pele ulcerada, blefarite e anemia. Também há sintomas nos órgãos internos, como crescimento do fígado e outras alterações. Entretanto, esses sintomas são comuns em outras bem menos graves; assim, se seu cão apresentar esses sintomas não quer dizer que o mesmo está com leishmaniose. O diagnóstico preciso só pode ser feito por um médico veterinário, que combinará exames de sangue com exames clínicos. O teste sorológico feito pelo governo como forma de triagem não deve ser encarado como diagnóstico e, portanto, não justifica a eutanásia dos animais. O diagnóstico é complexo e necessita de maior investigação.Leishmaniose 14

Prevenção

O verdadeiro transmissor da doença – o mosquito-palha – gosta de lugares com matéria orgânica, então sempre mantenha quintal e canis limpos e telados. Esse inseto é de hábito noturno, portanto coloque seus cães para dormir em lugares telados e use coleiras e/ou líquidos repelentes para ajudar na proteção.

O efeito da coleira é repelente, justamente para evitar a picada do inseto; a coleira é uma importante arma contra a doença.

Além disso, existe vacina para leishmaniose. Ela previne que 80 a 95% dos cães se infectem com leishmania pela picada do inseto.

Na verdade, a vacina contra a leishmaniose pode apresentar um efeito bloqueador de transmissão, capaz de interromper o ciclo epidemiológico, isto é, torna o animal não transmissor da doença.

A vacina tem cobertura de mais de 90% – afirmam os especialistas – e não é possível confundir infectados com vacinados. Mas pela produção ainda reduzida, os preços são inviáveis para boa parte dos tutores de cães.

Vacinas - LeishmuneVacinas – LeishmuneA vacina já está disponível em vários lugares do país. Hoje se tem no mercado a Leishmune, da Fort Dodge, que é aquela que vários veterinários não preconizam porque dizem que não diferenciarão os infectados dos vacinados (mentira ou desinformação), e a Leishtec, da Hertape Calier, que a propaganda é justamente alicerçada em não reações vacinais e cruzada em sorologias.

Existe uma boa parcela da classe veterinária que ainda não conhece o tratamento e a prevenção da leishmaniose, entretanto, a falta de conhecimento deles não pode impedir o público de tratar de seus cães. Procure veterinários especializados em infectologia.

No entanto, o que é preciso ter-se claro é que tanto os humanos como os animais infectados, mesmo tratados, serão portadores do parasita o restante de suas vidas e deverão ser mantidos sob rígido controle. Os cães deverão ter contínuo acompanhamento de médico veterinário, com a realização de exames laboratoriais periódicos, para verificar se o animal realmente mantém-se não infectante e saudável.

Cenário no Brasil

Tratamento

O tratamento não é forma de controle e é uma das alternativas menos preconizadas para tal. Controle é feito com coleira para prevenir o inseto, repelentes no animal e no ambiente, limpeza do ambiente para evitar material orgânico, evitar passeios nos horários de crepúsculo, telar os canis, vacinação. Tratamento é uma forma de controle individual, mesmo porque ocorrem recidivas mais frequentes no cão. Eutanásia é a última forma de controle e, de fato, a menos eficiente. Prova disso é que a política brasileira de prevenção da doença, por meio da eutanásia de milhares de cães, não proporcionou nos últimos 50 anos nenhuma mudança no controle da doença.

Entretanto, se já houver um animal infectado em sua casa, não entre em desespero! O tratamento, a vacinação e a utilização de repelentes em cão infectado com leishmaniose não o tornam um risco para sua família ou vizinhos; como já foi dito, pode levar à cura clínica (sem sintomas da doença) e à cura epidemiológica (não transmissor da doença).

Infelizmente, no Brasil ainda temos que conviver cotidianamente com a supremacia da raça humana às outras espécies. Em 2008 foi oficializada uma portaria do Ministério da Saúde e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento dizendo que não é crime tratar um cão contaminado por leishmaniose, o que é crime é usar remédios humanos para o tratamento. O deprimente sobre essa portaria é que esse Ministério está farto de saber que não existem, no Brasil, remédios veterinários para o tratamento da doença. Portanto, a recomendação (ordem) do Ministério da Saúde é sacrificar todos os animais contaminados.

Esse posicionamento, junto com as ações de agentes de saúde, em regiões endêmicas, vem gerando grande abandono de cães, e algumas pessoas até mesmo levam seus animais para outras cidades, para salvá-los ou mesmo para deixá-los entregues à própria sorte, o que pode disseminar ainda mais a doença.

Para realizar a eutanásia em milhares de cães, o governo utiliza argumentos sem estudos comprobatórios, dizendo que um cão infectado por leishmaniose é um perigo para a sociedade. Vamos aos fatos reais:

• O Brasil é o único país do mundo que indica ou preconiza a eutanásia, pois em outros lugares do mundo onde existe a incidência de leishmaniose as pessoas podem, ou não, eutanasiar seus animais;

• O tratamento da leishmaniose existe tanto para pessoas como para animais, entretanto, é mais fácil exterminar um animal do que tratá-lo, isso segundo a concepção dominante, que acredita que a única espécie importante é a raça humana;

• A Organização Mundial da Saúde, apesar de apoiar a insanidade cometida pelo Brasil, também recomenda tratamento para alguns casos e também já se manifestou publicamente que o sacrifício de animais doentes não é a melhor saída para o controle de zoonoses – como é o caso da Raiva, na Indonésia -; então possui um posicionamento totalmente contraditório;

• Existem estudos já comprovados que mostram que um animal infectado em tratamento pode se tornar não transmissor da doença para o inseto (cura epidemiológica);

• Existem resultados errados, chamados de falso positivo e falso negativo (ou seja, o cão saudável pode ser morto ou tratado indevidamente e o cão doente pode ficar sem tratamento). Esses exames não diferenciam a leishmaniose tegumentar da visceral (e no Brasil não é indicado a eutanásia de cães com leishmaniose tegumentar).

Os exames podem dar positivo caso o cão tenha outras doenças, como erlichiose, babesiose etc. Os melhores exames, no momento, para o diagnóstico da leishmaniose visceral em cães são a citologia de medula óssea e/ou linfonodos (chamada de “PAAF”) e a PCR de medula óssea. O exame de imunohistoquímica de pele é eficiente para acompanhar se há parasitas na pele. Ele pode ser aplicado a qualquer tecido, linfonodo, medula, fígado, baço, pele, entre outros, para aumentar a sensibilidade do teste principalmente naqueles assintomáticos ou com parasitemia baixa. O diagnóstico da leishmaniose é complexo e necessita de prova e contraprova.

• Os gastos empregados na realização da captura, exames e eutanásia poderiam ser direcionados para a formação de uma equipe capacitada para o combate ao mosquito, com campanhas direcionadas à população, como é feito com o mosquito da dengue. E lembrando mais uma vez: não é apenas o cão que pode ser infectado pela leishmania, o homem e os ratos no meio urbano também são. É mais racional e inteligente combater o mosquito ou exterminar todos os cães, os ratos e os humanos infectados pela doença como forma de controle?

• Outro fato de extrema importância foi uma Ação Civil Pública impetrada por uma organização protetora de animais em Mato Grosso do Sul, em que a mesma conseguiu autorização para o tratamento de cães com leishmaniose, portanto, já existe jurisprudência no Brasil permitindo o tratamento. O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul também recomendou aos Ministérios que revoguem a portaria que não permite o tratamento, com medicação humana, de cães infectados; portanto, TRATAR CACHORRO COM LEISHMANIOSE NÃO É CRIME!

• Outro fato jurídico: muitos doutrinadores da área do direito defendem a tese que os médicos veterinários particulares sequer seriam obrigados a cumprir a determinação da portaria interministerial, porque este instrumento deve ser cumprido somente por servidores subordinados ao órgão que o expediu.

CCZ na sua casa

Você não é obrigado, de forma alguma, a entregar seu animal aos fiscais da saúde pública. Seu cão é sua responsabilidade. Nem mesmo um delegado de polícia pode ir a sua casa e exigir que você entregue seu animal. Para sua informação, um delegado ou um policial só podem entrar na sua casa com um mandado judicial ou com sua autorização. Se alguém (delegado ou fiscal da Saúde) te constranger, não deixe de anotar o nome da pessoa para formular uma ocorrência policial por abuso de autoridade e/ou constrangimento ilegal.

Cenário exterior

Na Europa, principalmente nos países do mediterrâneo, a incidência de leishmaniose é alta, entretanto, nos países europeus eles lidam com a doença de forma completamente oposta do Brasil. Eles não negam tratamento para nenhum animal infectado; inclusive lá existe até ração específica para cães com leishmaniose.

A grande diferença entre Europa e Brasil, ponto analisado em conversa com o Dr. Tabanez, é a pobreza e a desigualdade social brasileira, pois na Europa não existem grandes problemas alimentares ou de desnutrição, portanto quase não existem pessoas infectadas ou em risco de infecção.

Conclusões

Muitos avanços ocorreram na habilidade de diagnóstico da doença, entretanto, é necessário combater de forma mais efetiva o vetor (flebótomo ou mosquito-palha) e, sobretudo, trabalhar pela prevenção, incluindo-se aí o uso da coleira repelente do flebótomo, bem como a vacinação em massa dos animais (como há anos acontece com a raiva, outra zoonose gravíssima). Também antigos problemas brasileiros como desnutrição e falta de saneamento básico precisam estar no topo das prioridades governamentais.

O certo é que as autoridades sanitárias dos municípios, dos estados e do governo federal precisam agir e investir maciçamente no esclarecimento, educação e conscientização da população, dos tutores de animais e, inclusive, dos médicos humanos e veterinários, visando à prevenção da disseminação da doença. Há a necessidade de ampliar os estudos para realmente comprovar que animais tratados e mantidos sob controle não representam risco para a população humana; também é necessário extinguir, definitivamente, métodos primitivos e desumanos de combate à doença, como o extermínio em massa de cães.

(*Dr. Paulo Tabanez – Médico Veterinário, Especialista em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais, Mestre em Imunologia pela Universidade de Brasília e Diretor da Clínica Veterinária Prontovet – Brasília/DF. E-mail – pctabanez@uol.com.br)

fonte: http://www.anda.jor.br/21/11/2010/verdades-e-mentiras-sobre-a-leishmaniose-canina – Autora ANTONIANA OTTONI

Calor que Mata!!!

cao_mostrandopatinha01A hipertermia pode causar desmaios, convulsões e até morte. Saiba como protegê-los do calor intenso

coxin_queimado_sol
Foto da pata de um cachorrinho apos caminhada no sol

Infelizmente aqui no nordeste observamos muito as pessoas levando seu melhor amigo para passear depois do almoço, quando o sol está mais quente, levam seu peludinho para andar na calçada, atravessar ruas e tudo com as patinhas nuas.

 

 

Porque eles sentem mais calor!?

  • cachorro_calorExperimente sair de casa com um casaco de pele sob o sol de meio dia e sem sandália ou tênis…. É justamente isto que o cachorrinho sente, e diferente de você ele apenas transpira pela língua
  • A grande maioria das raças são originários de países frios e apesar da adaptação ao calor ainda sofrem muito, principalmente algumas raças, como o Bernese, São Bernardo, Saimoeda, Malamute, Terra Nova, entre outras
  • Por lealdade e dedicação ao dono acompanham a gente até a exaustão. Se estamos caminhando, ou mesmo correndo eles nos acompanham e muitas vezes estão pisando em chão muito quente ou mesmo sofrendo com o calor excessivo
  • Eles não falam e não reclamam quando estão passando mal ou sentindo muito calor. Assim temos que prestar atenção e entender alguns sinais que eles nos dão

Sinais que as coisas não vão bem

  • Quando ficam muito ofegante com a língua para fora. Normalmente os olhos ficam “saltados”.
  • Quando não conseguem andar de tão cansados, caindo no chão como se estivessem fracos, pedindo colo o tempo todo.
  • Vômitos e ânsias
  • Desmaios e convulsões

O que fazer?

  • A principal coisa a se fazer é tentar baixar a temperatura do corpo do bichinho, mas jamais o expondo ao frio de ventiladores ou ar condicionados, pode causar um choque no organismo dele. Leve-o a um lugar fresco e com ventilação, na sombra, e veja suas reações. Se ele parecer um pouco mais atento, está dando certo
  • Dar água ao animalzinho e ver se ele responde aos estímulos é essencial. Às vezes o bichinho está tão fatigado e em um estágio avançado da hipertermia que não consegue nem reagir e beber água. Nesse caso, é melhor não perder tempo e sair correndo para o hospital veterinário.
  • Enquanto se encaminha para a emergência, mantenha o animal refrescado com toalhas molhadas e leves em volta do corpo, para que a temperatura baixe pelo menos um pouco. Isso pode ajudar o quadro de hipertermia do animal não se agravar. E lembre-se de não alimentá-lo, pois ele provavelmente vai vomitar a comida ou não processá-la corretamente, em casos extremos o animal pode perder a consciência, por isso não ofereça nada forçado pela boca pois ele pode acabar aspirando o alimento
  • É muito importante ter cuidado e atenção com seu bichinho em épocas de calor intenso, pois, assim como os humanos, os animais sofrem muito com o calor, mas não podem cuidar de si mesmos. A hipertermia por insolação em animais é grave e pode causar efeitos sérios. Preserve o bem-estar do seu animalzinho.

fontes:

http://www.cachorrogato.com.br/cachorros/hipertermia-em-animais

http://petcare.com.br/blog/voce-esta-com-calor-imagina-o-seu-cao

 

Primeiros Cuidados com Filhotinho

Muitas pessoas não sabem o que fazer quando ganham, adotam ou compram seu primeiro cachorrinho, então resolvemos tentar explicar direitinho os principais cuidados…

filhotinho adotada na petpe
filhotinho adotada na petpe

1.EXAME DE FEZES : A partir de 25 a 30 dias de idade, SEMPRE antes do início do esquema de vacinação, para identificar diferentes parasitas e escolher o vermífugo adequado, preparando o seu filhote para as doses seguidas de vacina.
2.VERMIFUGAÇÃO: Após resultado do exame de fezes ou antes caso necessário (presença de vermes nas fezes). Pode-se iniciar a vermifugação com 30 dias de idade, repetindo após 15 dias e depois novo ciclo no final do esquema de vacinação. Lembrar-se de que a dose é calculada de acordo com o peso do animal.
3.VACINAÇÃO: Em animais saudáveis e vermifugados, após a introdução ao ambiente definitivo e quando já estiver se alimentando normalmente de ração, evitando sempre coincidir com situações de estresse.
– PRIMEIRA DOSE: Em torno de 45 a 60 dias de idade – Vacina Polivalente ( V8 ou V10).
– SEGUNDA DOSE: 30 dias após: Segunda dose da V8 ou V10 e primeira dose da vacina contra Bordetella (Gripe dos Cães).
– TERCEIRA DOSE: 30 dias após: Terceira dose da V8 ou V10 e segunda e última dose da vacina contra Bordetella.
– QUARTA DOSE: 30 dias após: Vacina Antirrábica (dose única). Para alguns animais dependendo da avaliação do Médico Veterinário pode se fazer uma quarta dose da V8 ou V10. A maioria dos filhotes de cães termina o esquema de vacina em torno do quarto/quinto mês de vida.
4.PREVENÇÃO PARA DIROFILARIOSE ou DOENÇA DO VERME DO CORAÇÃO: Iniciar de acordo com o preventivo escolhido, em torno do quarto mês de vida.
5.PREVENÇÃO DE ECTOPARASITAS (PULGAS E CARRAPATOS): Pode-se iniciar a partir de 30 dias de vida de acordo com o produto escolhido e a frequência dependerá da exposição aos parasitas e do produto escolhido.
6.CASTRAÇÃO PRECOCE: Quando a opção é pela não reprodução deve-se instituir a castração precoce das fêmeas a partir do quinto mês de vida (quando da troca dos dentes caninos), principalmente para prevenir o tumor de mama. Nos machos teria indicação para evitar marcar territórios com urina ou diminuir agressividade.
7.ALIMENTAÇÃO: Ração de filhotes até 10 a 12 meses de vida (de acordo com a raça), depois desse período inicia-se a ração de adulto.
8.BANHO /TOSA: De acordo com a raça e particularidades de pele/pelo, podendo no caso de filhotes sadios iniciar a partir de 45 dias de vida. A frequência dependerá da necessidade.
9.CUIDADO COM DENTES: Deve-se condicionar o seu animal a escovação dos dentes a partir do segundo mês de vida com o intuito de ir se acostumando com a escovação. Cães que escovam os dentes regularmente, normalmente não precisam de fazer o tratamento periodontal eliminado os riscos de anestesia e economizando o custo do tratamento.
10. TROCA DE DENTES: Os filhotes iniciam a troca de dentes de leite por definitivos em torno de 4 a 6 meses de idade, iniciando pelos dentes incisivos (da frente). Nesse período pode ter sangramento gengival, desconforto e coceira nas gengivas além do mau hálito.

fonte: http://petcare.com.br/blog/lista-de-10-primeiros-cuidados-com-o-filhote-de-cao-sadio/

 Primeira noite em casa:

Forre a caminha com um pano que tenha ficado alguns dias com a mãe dele, uma bolsa de água quente envolta em uma toalha e um relógio que faça tique-taque enrolado numa toalha.Ele irá dormir,certo de sentir o calor e ouvir o coração da “mamãe-cadela”

Como deixar seu cachorrinho em casa tranquilo:

cachorrinho olhando espelhoDeixar um espelho na área em que jovens animais brincam. Isso além de ser divertido para o cachorro ajuda no processo de socialização do mesmo;

 

garrafa pet com ração dentro e cordao, os pets amam.
garrafa pet com ração dentro e cordao, os pets amam.

Escolher brinquedos que estimulam ação, movimentam o animal,como bolas pesadas, brinquedos de ossos em diferentes formatos e texturas;

 

Faça um rodízio de brinquedos, assim eles sempre parecerão novos;
Considere um segundo animal, se você deixa seu cachorro muito sozinho por um longo tempo. Cachorros são animais que precisam de companhia;
cachorro_assistindo_tvDeixe o rádio ou a televisão ligados enquanto você está fora, para manter seu cachorro em companhia;

 

 

dog_doorInstale uma”doggie door” (aquelas pontinhas americanas), dessa forma seu cachorro terá acesso ao jardim e à casa;

 

 

 

Esteja certo de que seu cachorro de apartamento tem acesso a uma janela ou sacada, assim ele pode ver o lado de fora. Mas cuide para que não haja riscos do cão cair da janela!

 

Remédios que matam seu cachorrinho!

REMÉDIOS QUE MATAM SEU CACHORRINHO

cachorro_dodoiAté parece que a adaptação do cão a vida doméstica e em especial ao homem, aconteceu também no campo terapêutico. Ao contrário do gato, o cão sofre menos dos efeitos da “auto medicação”. Ainda assim vários consultórios atendem muito casos de intoxicação por medicamentos humanos.
Muitas vezes o medicamento até tem indicação para os cães , mas são ministrados em doses inadequadas.
Noutras vezes a intoxicação ocorre com medicamentos tópicos, pois o animal pode lamber pomadas e outras soluções tópicas.
Existem ainda aqueles casos de intolerância racial á certos medicamentos como o caso do antiparasitário Ivermectina amplamente usado na medicina veterinária.
Outros casos, menos comum em cães que nos gatos é da intoxicação por medicamentos proibidos para cães que podem levar a morte na dependência da dose e do tempo que foi ministrado.

MEDICAMENTOS PROIBIDOS PARA CÃES:

– Diclofenaco de potássio (Cataflan®)
– Diclofenaco sódico (Voltaren®) e a grande maioria dos anti-inflamatórios de uso humano.
– Piridium®.

MEDICAMENTOS DE USO RESTRITO EM CÃES:

– Ivermectina (Ivermec®, Vermectil®, Ivomec® entre outros). A ivermectina tem amplo uso em cães, mas os raças Collie, Border Collie, Pastor de Shetland, Sheepdog, Bearded Collie, Pastor Australiano e todos os seus cruzamentos são intolerantes ao seu princípio, apresentando sérias alterações neurológicas.

MEDICAMENTOS DE USO CONTROVERSO EM CÃES:

– Acetaminofem/Paracetamol (Tylenol®)
– 5- Fluororacil (Efurix®). De uso tópico se ingerido causa grave intoxicação.
– Risperidona (Risperidon®).

MEDICAMENTOS QUE REQUEREM CUIDADO NA DOSE:

– Metronidazol (Flagyl®). Dose alta pode causar sintomas neurológicos.
– Sulfa-Trimetroprina (Bactrim®). Quando em dose alta podem causar displasia de medula óssea levando a anemia e Hepatopatia em Labradore
– Sulfassalazina (Azulfin®). Pode causar olho seco (KCS) nos cães.
– Aspirina. A dose em cães deve ser muito menor que a dose em humanos.

Além dos casos de intoxicação medicamentosa, existem vários outros casos até mais comuns no dia a dia veterinário, pois os cães experimentam tudo com a boca e acabam engolindo até aquilo que menos imaginamos. E o caso de cebolas, chocolates, venenos, adubos, plantas e outros medicamentos de uso humano.
A regra acaba sendo a mesma em todas situações. Quer seja gato, cão ou mesmo o homem:não devemos fazer “automedicação” nunca.

fonte: http://petcare.com.br/blog/remedios-proibidos-para-caes/

Cuidados básicos caso seu cão esteja envenenado:

Dê carvão ativado em água ao cão, produto encontrado em farmácia;
Leve o animal ao veterinário imediatamente.

 

CHOCOLATE X CACHORRINHO

Porque cachorrinho não pode comer chocolate???

cachorro_pascoaPorque o chocolate, principalmente o escuro, contém teobromina, uma substância que faz um grande estrago no sistema nervoso dos totós. Presente no cacau, a teobromina pode provocar crises alérgicas, aumento da pressão arterial, taquicardia, arritmia, tremores e convulsões. Dependendo do porte do animal, da quantidade de chocolate que ele ingerir e da sua sensibilidade ao alimento, ele pode até mesmo entrar em coma e morrer. E tem mais: o consumo de chocolate, bem como de outros alimentos com alto teor de açúcar, predispõe os cachorros a cáries e outros problemas dentários. Para evitar essa roubada, uma empresa nacional chegou até a desenvolver um petisco que tem sabor, cheiro e aparência de chocolate, mas não é chocolate e pode ser consumido na boa pelo seu melhor amigo.

fonte: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/por-que-cachorros-nao-podem-comer-chocolate

Quais são os sinais de envenenamento por chocolate?

Dependendo da quantidade comida realmente e do estado de saúde do cão, às vezes nenhum sinal é aparente e o cão será encontrado com uma falha cardíaca. Isto é provável de acontecer em cães mais velhos com problemas cardiacos. Os sinais habituais são :

Excitação e nervosismo
Vómitos e diarreia
Beber muita água
Espasmo

Que fazer?

Se tiver alguma suspeita que seu cão comeu uma quantidade excessiva do chocolate, contacte o seu médico veterinário sem demora . Como logo os sinais ocorrem? Outra vez, depende em cima da quantidade de teobromina ingerida . Um dos problemas com envenenamento por chocolate é que os sinais demoram a surgir frequentemente por mais de 12 horas. Um outro problema é que a teobromina uma vez absorvida pode às vezes permanecer activa no corpo por sobre 24 horas antes de ser eliminada. A morte na sequência de ingestão de doses fatais de doses fatais ocorre tipicamente aproximadamente 24 horas mais tarde.

Mesmo sem mostrar nenhuns sinais é essencial que o cão esteja mantido sob a observação próxima pelo menos 24 horas para verificação de algum sintoma anómalo.

Os cães são os mais afectados devido a gostarem muito desta guloseima. No entanto os gatos também podem ser afectados por ingestão de chocolate.

CRIMES CONTRA ANIMAIS

Legislação – Decreto lei N° 24.645, de julho de 1934

Maus tratos é crime

O Decreto Nº 24.645/34 prevê pena para todo aquele que incorrer em seu artigo 3º, item V, “abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária”.

maus-tratos5Confira abaixo a lei na íntegra:

O chefe do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, usando das atribuições que lhe confere o artigo 1. do decreto n. 19.398, de 11 de novembro de 1930, decreta:

Art. 1. – Todos os animais existentes no País são tutelados do Estado.

Art. 2. – Aquele que, em lugar público ou privado, aplicar ou fizer aplicar maus tratos aos animais, incorrerá em multa de R$.. e na pena de prisão celular de 2 a 15 dias, quer o delinqüente seja ou não o respectivo proprietário, sem prejuízo da ação civil que possa caber.

§ 1° – A critério da autoridade que verificar a infração da presente lei, será imposta qualquer das penalidades acima estatuídas, ou ambas.

§ 2°. – A pena a aplicar dependerá da gravidade do delito, a juízo da autoridade.

§ 3° – Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Público, seus substitutos legais e pelos membros das sociedades protetoras de animais.

Art. 3. – Consideram-se maus tratos:

I – Praticar ato de abuso ou crueldade em qualquer animal;

II – Manter animais em lugares anti-higiênicos ou que lhes impeçam a respiração, o movimento ou o descanso, ou os privem de ar ou luz;

III – Obrigar animais a trabalhos excessivos ou superiores às suas forcas e a todo ato que resulte em sofrimento para deles obter esforços que, razoavelmente não se lhes possam exigir senão com castigo;

IV – Golpear, ferir ou mutilar voluntariamente qualquer órgão ou tecido de economia, exceto a castração, só para animais domésticos, ou operações outras praticadas em beneficio exclusivo do animal e as exigidas para defesa do homem, ou no interesse da ciência;

V – Abandonar animal doente, ferido, extenuado ou mutilado, bem como deixar de ministrar-lhe tudo o que humanitariamente se lhe possa prover, inclusive assistência veterinária;

VI – Não dar morte rápida, livre de sofrimento prolongado, a todo animal cujo extermínio seja necessário para consumo ou não;

VII – Abater para o consumo ou fazer trabalhar os animais em período adiantado de gestação;

VIII – Atrelar num mesmo veículo, instrumento agrícola ou industrial, bovinos com suínos, com muares ou com asinos, sendo somente permitido o trabalho em conjunto a animais da mesma espécie;

IX – Atrelar animais a veículos sem os apetrechos indispensáveis, como sejam balancins, ganchos e lanças ou com arreios incompletos;

X – Utilizar em serviço animal cego, ferido, enfermo, extenuado ou desferrado sendo que este último caso somente se aplica a localidades com ruas calçadas;

XI – Acoitar, golpear ou castigar por qualquer forma a um animal caído sob o veículo ou com ele, devendo o condutor desprendê-lo para levantar-se;

XII – Descer ladeiras com veículos de reação animal sem a utilização das respectivas travas, cujo uso é obrigatório;

XIII – Deixar de revestir com couro ou material com idêntica qualidade de proteção as correntes atreladas aos animais de arreio;

XIV – Conduzir veículo de tração animal, dirigido por condutor sentado , sem que o mesmo tenha boléia fixa e arreios apropriados, como tesouras, pontas de guia e retranca;

XV- Prender animais atrás dos veículos ou atados a caudas de outros;

XVI – Fazer viajar um animal a pé mais de dez quilômetros sem lhe dar descanso, ou trabalhar mais de seis horas continuas, sem água e alimento;

XVII – Conservar animais embarcados por mais de doze horas sem água e alimento, devendo as empresas de transporte providenciar, sobre as necessárias modificações no seu material, dentro de doze meses a partir desta lei;

XVIII – Conduzir animais por qualquer meio de locomoção, colocados de cabeça para baixo, de mãos ou pés atados, ou de qualquer outro modo que lhes produza sofrimento;

XIX – Transportar animais em cestos, gaiolas, ou veículos sem as proporções necessárias ao seu tamanho e número de cabeças, e sem que o meio de condução em que estão encerrados esteja protegido por uma rede metálica ou idêntica que impeça a saída de qualquer membro do animal.

XX – Encerrar em curral ou outros lugares animais em número tal que não lhes seja possível moverem-se livremente, ou deixá-los sem água ou alimento por mais de doze horas;

XXI – Deixar sem ordenhar as vacas por mais de vinte e quatro horas, quando utilizadas na exploração de leite;

XXII – Ter animal encerrado juntamente com outros que os aterrorizem ou molestem;

XXIII – Ter animais destinados á venda em locais que não reunam as condições de higiene e comodidade relativas;

XXIV- Expor nos mercados e outros locais de venda, por mais de doze horas, aves em gaiolas, sem que se faca nestas a devida limpeza e renovação de água e alimento;

XXV – Engordar aves mecanicamente;

XXVI – Despelar ou depenar animais vivos ou entregá-los vivos à alimentação de outros;

XXVII – Ministrar ensino a animais com maus tratos físicos;

XXVIII – Exercitar tiro ao alvo sobre pombos, nas sociedades, clubes de caça, inscritos no Serviço de Caça e Pesca;

XXIX – Realizar ou promover lutas entre animais da mesma espécie ou de espécie diferente, touradas e simulacros de touradas, ainda mesmo em lugar privado;

XXX – Arrojar aves e outros animais nas caças e espetáculos exibidos para tirar sorte ou realizar acrobacias;

XXXI – Transportar. negociar ou caçar em qualquer época do ano, aves insetívoras, pássaros canoros, beija-flores e outras aves de pequeno porte, exceção feita das autorizações para fins científicos, consignadas em lei anterior.

Art. 4. – Só é permitida a tração animal de veículo ou instrumentos agrícolas e industriais, por animais das espécies equina, bovina, muar e asina;

Art. 5. – Nos veículos de duas rodas de tração animal, é obrigatório o uso de escora ou suporte fixado por dobradiça, tanto na parte dianteira como na parte traseira, por forma a evitar que, quando o veículo esteja parado, o peso da carga recaia sobre o animal e também para os efeitos em sentido contrário, quando o peso da carga for na parte traseira do veículo.

Art.6. – Nas cidades e povoados, os veículos a tração animal terão tímpano ou outros sinais de alarme e, acionáveis pelo condutor, sendo proibido o uso de guisos, chocalhos ou campainhas ligados aos arreios ou aos veículos para produzirem ruído constante.

Art. 7. – A carga, por veículo, para um determinado número de animais, deverá ser fixada pelas Municipalidades, obedecendo ao estado das vias públicas e declives das mesmas, peso e espécie veículo, fazendo constar nas respectivas licenças a tara e a carga útil.

Art. 8. – Consideram-se castigos violentos, sujeitos ao dobro das penas cominadas na presente lei, castigar o animal na cabeça, baixo ventre ou pernas.

Art. 9. – Tornar-se-á efetiva a penalidade. em qualquer caso sem prejuízo de fazer-se cessar o mau trato à custa dos declarados responsáveis.

Art.10. – São solidariamente passíveis de multa e prisão, os proprietários de animais e os que tenham sob sua guarda ou uso, desde que consintam a seus prepostos, atos não permitidos na presente lei.

Art. 11. – Em qualquer caso será legítima, para garantia da multa ou multas, a apreensão do veículo ou de ambos.

Art. 12.- As penas pecuniárias serão aplicadas pela polícia ou municipal e as penas de prisão da alçada das autoridades judiciárias.

Art. 13.- As penas desta lei aplicar-se-ão a todo aquele que infligir maus tratos ou eliminar um animal, sem provar que foi este acometido ou que se trata de animal feroz ou atacado de moléstia peirgosa.

Art. 14. – A autoridade que tomar conhecimento de qualquer infração desta lei poderá ordenar o confisco do animal. nos casos de reincidência.

§ 1° – O animal apreendido, se próprio para consumo, será entregue à instituição de beneficêncía, e, em caso contrário, será promovida a sua venda em beneficio de instituições de assistência social;

§ 2° – Se o animal apreendido for impróprio para o consumo e estiver em condições de não mais prestar serviços, será abatido.

Art. 15. – Em todos os casos de reincidência ou quando os maus tratos venham a determinar a morte do animal, ou produzir mutilação de qualquer de seus órgãos ou membros, tanto a pena de multa como a de prisão serão aplicadas em dobro.

Art. 16. – As autoridades federais, estaduais e municipais prestarão aos membros das sociedades protetoras de animais a cooperação necessária para fazer cumprir a presente lei.

Art. 17 – A palavra animal, da presente lei, compreende todo ser irracional, quadrúpede, ou bípede, doméstico ou selvagem, exceto os daninhos.

Art. 18 – A presente lei entrará em vigor imediatamente, independente de regulamentação.

Art. 19 – Revogam-se as disposições em contrário.

Rio de Janeiro, 10 de Julho de 1934,1132. da independência de 1934, 113ª da independência e 46ª da República.

Getúlio Vargas
Juarez do Nascimento Fernandes Távora
Publicado no Diário Oficial, Suplemento ao número 162, de l4 de julho de 1934